
Meu Perfil BRASIL, Sul, SARANDI, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Filmes de Terror
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Encruado - blog do Nelson Alexandre

Escrito por Nelson Alexandre às 19h16
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A mão sob a sombra A felicidade tem pernas de barata São seis, não é? A felicidade não é como um aracnídeo Ela é pestilenta como uma cobra E tão insinuante como uma striper Que não come zumbis. Uma dança é uma dança Mas a felicidade quer mais Quer tudo que você tem nos bolsos Assim, Num assalto relâmpago, E você, Sobressaltado com o espanto De um embuste sacana, Só pode dizer: “Leva tudo, baby!” Há mulheres que gostam de pijamas Com ursinhos desenhados neles Há outras que preferem abater Ursos com uma carabina imaginária. Sou do tipo de urso que sempre é abatido E tem sua pele Exposta em alguma feirinha De vila. Poemas são minhas balas São minhas coisas fora do lugar São minhas idéias Que moram dentro de uma garrafa De Antarctica e jamais querem ir pra casa Lá pelas 11 da noite. São como um filme que ninguém Vai assistir. Um telefone que jamais alguém irá ligar. Há outros telefones Há outros filmes Só o amor é o mesmo Chocolate meio amargo Que derrete na boca da gente. De tudo um pouco Louco médico torcedor Poeta contista androceu Mas de tudo que se escuta ou faz O pior da felicidade É o doce vagar momentâneo de sua despedida Como um felino se deslocando por telhados alheios E salta da escuridão ao nada Como se nunca tivesse olhado para trás Ou pra frente. Felicidade Foi embora... Musiquinha de ficar batendo o dedo Em caixa de fósforos.
Escrito por Nelson Alexandre às 19h13
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DISFUNÇÃO PASSAGEIRA DE UM SUJEITO QUE NÃO SABE SE QUER MATAR OU MORRER Essa gente tem a mania de misturar a vulgaridade da comida com a magia das emoções... São como porcos, que engolem tudo. Não podem parar nunca. Comem, ao mesmo tempo, a rosa e o esterco que rodeia a roseira... Louis Ferdinand Céline. Muitas coisas podem arrebentar com o coração de um homem. Mas o que fazer a respeito de um homem que tem coração, mas não consegue amar. Que só tem a sensação de estar com os pés no vazio. Num estado onde todas as emoções estão vivas, interligadas, e ao mesmo tempo, elas não se mexem. Parecem todas robotizadas. Travando qualquer movimento que seja voluntário. Nasci com um nome, mas não vou dizer qual é. Tenho vinte e dois anos e não estou próximo de ser algo relevante para a sociedade ou para qualquer pessoa. Estou próximo de uma grande avalanche de acontecimentos que podem marcar a minha vida. Desde criança só conheci a rua como porta de entrada e saída para minhas investidas na vida. A vida, aliás, que desde sempre só havia me pregado peças e mais peças, e eu, caindo em todas as armadilhas como um verdadeiro imbecil. Às vezes o coração tem culpa por sermos mesquinhos ou otários. Eu tinha veneno nas veias. Sabia que tinha um talento fervilhando dentro de mim, sendo apurado, esperando a hora certa de vir ao mundo, amadurecido, pronto para colocar para fora do corpo, tudo o que eu vinha acumulando com as experiências boas e ruins. Eu queria derreter o paredão de gelo que está aprisionando o coração da humanidade. Eu queria lutar desesperadamente contra a idéia de que somos uma experiência que não deu certo. De que o irmão é capaz de levantar a mão com uma faca e tirar a vida do próximo. Eu queria negar isso, fazendo de mim uma cobaia para testar a compreensão e sabedoria das pessoas comuns. Me estrepei. Eu não tinha pretensão de me canonizar, de que as pessoas me vissem à altura de um Santo; eu tinha, justamente, a idéia contrária. Eu tinha fé de que era exatamente quebrando a hierarquia celeste que chegaríamos lá Um delírio. Foi num delírio que Deus falou comigo. Dizia que eu precisava ter paciência, que não é num só dia que se faz uma ponte que liga uma margem de estranhamento à outra de conhecimento. É necessário calcular, planejar, deixar que as coisas se encaixem na proporção em que vão acontecendo. Como num fluxo de pensamento onde a bondade faz desaparecer a água estagnada do lago gelado do coração humano. Eu havia renunciado à muita coisa que me veio de mão beijada durante esse período, por me encontrar numa enorme cegueira. Eu tinha olhos, mas não via. Tinha vontade, mas me abatia. Em síntese, era como uma planta morta que implorava água, e quando era regada, renunciava ajuda, gritando para que todos fossem para o inferno. Eu havia desesperadamente lutado para me tornar um escritor, mas já não via muito sentido nisso. Nessa mistura ainda apurando dentro das minhas veias. Havia dias em que eu colocava a mão sobre o papel e ficava lá, por horas, sem que nada saísse da minha cabeça. Uma vogal que fosse. Uma partícula de mentira ou verdade para me resgatar do meu caos particular. Para mim, tudo era negro e desesperado. Eu era um palhaço sem graça que fazia as criancinhas chorarem ao invés de fazê-las sorrirem até que arrebentassem a pança cheia de vermes. Nada mais do que um palhaço dentro do seu próprio circo de horrores, maquiando um rosto triste, penteando a face com uma navalha. Aprendi que o mundo, a vida, nos coloca numa roda-gigante que podemos escolher se queremos ficar embaixo. ou em cima. O segredo está em querer ser GRANDE ou pequeno. Depois dessa escolha, o negócio é agarrar-se a essa idéia com dentes e unhas. Desejar e colocar em prática esse desejo que quer se libertar de correntes e cadeados. É preciso, ainda, extrair desse desejo todo o sumo que nele existe, cuspindo toda a sobra, todo o resíduo que insiste em querer retardar esse processo mágico. Você fica na distinta problemática de querer matar ou morrer. Essa é uma disfunção em que sinto liberdade, a verdadeira liberdade que tanto eu buscava com fúria, com amor, com determinação, e que para minha surpresa estava tão perto e eu não a enxergava, porque haviam arrancado os meus dois olhos com uma faca, e eu vagava como um sonâmbulo lunático pronto para cair dentro de uma sepultura sem inscrição na lápide, apenas a terra úmida e os vermes para me devorarem pedaço por pedaço. É a época das primeiras descobertas. A perda do cabaço. De um louco cego lutando sozinho na “quebrada”.
Escrito por Nelson Alexandre às 18h12
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Escrito por Nelson Alexandre às 10h18
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PRIMEIRO AMOR Era branquinha e gostava de mim. Era comprida e lembrava Olívia Palito. Não havia nenhum Brutus e eu não era o Popeye. A 4ª série foi algo como um movimento de jogo de xadrez. Peças que se deslocam num universo particular que pulam estrelas e contam carneiros desossados. O mundo pertence às criancinhas? Primeiro amor. Primeiro fracasso. Inserção no mundo dos cupidos desvalidos. Sol de muletas em dias nublados. Poesia em si. Beijos molhados na face. Boca proibida. _ Tá escrevendo sobre o que? Alguém havia me notado. Milagre. _Hein? _Escrevendo... Sobre o que? _Poesia. _Legal... Muriel Spark. Descendente do povo Eslavo. Oriunda de Prudentópolis. Caída de pára-quedas em Maringá. No colo de Arnaldo Batista? Movimentava-se pra lá e pra cá. Flor pendendo no vendaval da minha paixão. Da minha poesia com erros gramaticais e acidentes de construção. Todos nos invejavam. Casal perfeito. Lua nova. Eclipse de paixão. _Um dia ainda vou ser modelo. _Não duvido. _Jura? _Quero morrer durinho. Certo dia, a Professora Ruth foi vistoriar os cadernos. Tarefas não feitas. Os alunos levavam uns petelecos quando não resolviam pequenos exercícios de gramática. Porque ninguém fazia nada. Chico levou porrada. Claudemir levou também. Mas Muriel não. Botaria a boca no trombone se a infeliz da Ruth tocasse em seus longos cabelos de seda. Muriel sempre com os cadernos limpos. Sem orelhas. Sem digitais de dedos sujos. Tínhamos que nos vingar. Os três. Criei versos jocosos e satíricos a respeito da Ruth que vivia sempre na Avenida Brasil, perto do restaurante do Marçal, num barzinho de uma porta bebendo várias cervejinhas geladas. Alma encharcada de fúria e dor. Não me lembro se alguma vez apareceu de fogo na sala de aula. Aparecia endemoniada. Teria perdido seu grande amor? Quando leu os versos fixados nas portas dos banheiros masculinos e femininos (tínhamos aliadas mulheres) imediatamente me pegou para bode expiatório. _Você escreveu isso, não foi? _Não. _Mentiroso, você é o fazedor de versos daqui, pensa que eu não sei? Dez anos e já era um poeta famoso. Os petelecos pareciam uma grande chuva de granizo sobre a minha cabeça. Meus comparsas também receberam sua carga de porrada. Muriel testemunhou tudo. Fiquei três dias sem aparecer na escola. Matei aula e joguei futebol no campinho ao lado da linha férrea. Paraíba, um amigo vindo do estado homônimo de seu apelido, me chamou num canto e me entregou um pedaço de papel. Muriel escrevera uma carta. Sentia saudades. Denunciara Ruth à coordenadora. Que coragem. Dizia que também mudaria de bairro e de escola. O quê!? E eu? Ficaria sem Muriel e à mercê daquela louca? Fui até a escola. Ela não estava lá. Fui até nossa sala. Ela não estava lá. Procurei pelo nome “Spark” por toda aquela maldita lista telefônica. Sem chance. Ela tinha evaporado como córrego sem mata ciliar. Fiquei desolado durante todo o restante do ano letivo. A bruxa andava à espreita, esperando um mínimo deslize do futuro Manuel Bandeira. Eu andava mais esperto que preso em cadeia superlotada. Mais desconfiado do que cachorro atravessando rio em canoa. _Arnaldo, cê não vai acreditar! Era o Paraíba. - Cê não vai acreditar! _Fala, porra! Tinha nas mãos o endereço de Muriel Spark. Dei-lhe o maior e mais demorado abraço que alguém já havia dado naquele piolhento de olho verde. Rumei diretamente para o terminal e peguei o ônibus em direção ao conjunto Ouro Cola. Desci no endereço que estava anotado no papel que o Paraíba havia me dado. Era uma casinha popular sem muro e com marcas de terra em sua base. Bati palmas. Uma mulher alta e branca como Muriel veio atender. Não estava contente em me ver. _O que você quer? _Quero falar com Muriel. _Ela não tem nada para falar com você. _Porque ela mesma não me diz isso? _Ora, seu mal criado! Ameaçou me golpear com a vassoura que segurava na mão e começou a gritar por um tal de Bernardo. Não fiquei para descobrir se o sujeito era o pai de Muriel ou um irmão mais velho. Eu a vi numa das janelas. Parecia que estava chorando enquanto me acenava um adeus de dentro de sua prisão. Desci a avenida principal do Ouro Cola num galope de corcel negro e depois sentei na sarjeta. Meu mundo havia se desconectado de todas as órbitas de crença na humanidade. Foi a primeira vez que chorei por uma mulher. Muriel Spark. Ave rara, presa na gaiola familiar das indiferenças eternas.
Escrito por Nelson Alexandre às 10h15
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CONFISSÃO charles bukowski tradução: Jorge Wanderley esperando pela morte como um gato que vai pular na cama sinto muita pena de minha mulher ela vai ver este corpo rijo e branco vai sacudi-lo talvez sacudi-lo de novo: "Hank!" e Hank não vai responder não é minha morte que me preocupa, é minha mulher deixada sozinha com este monte de coisa nenhuma. no entanto eu quero que ela saiba que dormir todas as noites a seu lado e mesmo as discussões mais banais eram coisas realmente esplêndidas e as palavras difíceis que sempre tive medo de dizer podem agora ser ditas: eu te amo.
Escrito por Nelson Alexandre às 12h07
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Escrito por Nelson Alexandre às 14h03
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TIPO DAVID LYNCH O bife de fígado apodrecia cru em cima da chapa do fogão. Havia algumas cápsulas de omeprazol e alopurinol espalhadas pelo chão da cozinha e as baratas permaneciam quietinhas lá, em seus buracos profundos e enigmáticos. As formigas picavam o pé do alfabeto, e o alfabeto nem ao menos gritava de dor ou de tristeza. Não havia motivo para tristeza. Havia, apenas, motivo para uma inércia voluntária, gerada por anos de espera numa cadeira de rodas. Nesse meio tempo, as têmporas receberiam mais alguns fios brancos de cabelos amaciados por shampoos de marca não barata e de qualidade e preços indiscutíveis. O nome do cara era João, mas ele vivia dizendo que era John Merrick. Não havia deformidades no corpo ou no rosto de João, que em dias nublados e de chuvas de canivetes abertos insistia em abrir o seu guarda-chuva de tolices e ser picotado pelas lâminas implacáveis do toró. João foi até o armário e pegou uma boneca inflável que ele chamava de Laura. Sentou-a de frente a ele na mesa da cozinha, ajeitando seus cabelos, cobrindo os seios desnudos de plástico, pensando em pedi-la em casamento. Amor não há? Olhava pela janela e via que o mundo havia mudado. As reflexões é que permaneciam as mesmas. A conta de telefone. A conta de água. De luz. Mas João, ou John, pensava mesmo era sobre o paradeiro daqueles que se diziam seus amigos. “Sou o Homem Elefante.” Pensava. De vez em quando alguém pagava uma “conectada” para dar uma espiada em seu ciberespaço bizarro que é esta casa de espelhos retorcidos e mal apurados. “Sou o Homem Elefante.” Pensava. Admirado de longe e negligenciado de perto. “Quer se casar comigo?” Perguntava para Laura que, por sua vez, não dizia nem que sim, nem que não. Quem quer se casar com o Homem Elefante? Só mesmo a ciência. Somente a estreita relação de cientificismo localizada no gume afiado da ponta do bisturi. João foi até a geladeira e contou as folhas do maço de rúculas e, quando perdeu a conta, emendou um chute na dieta já seguida de forma irregular e desandou até o bar da esquina. “Cerveja.” O homem do bar o olhou com certo desvelo, bem diferente dos demais donos de bar onde bebia sua cerveja. “Se vai se foder, hein? E a dieta?” “Foda-se.” “Tá meio quente.” “Eu também.” Engoliu uma garrafa e sentiu a mucosa estufar feito o dirigível Nuremberg. Pagou e se mandou. Novamente em casa, sentou numa cadeira na cozinha. O bife de fígado apodrecia cru em cima da chapa do fogão. Laura estava novamente acompanhada e parecia querer dizer a João que estava grávida. “Quer se casar comigo, Laura?” Não disse nem que sim, nem que não. Levantou-se e foi até o aparelho de som. Ficou parado, em frente a ele. Antigo. Anos oitenta. Os MP9 da vida riam daquela obsoleta forma de entretenimento sonoro. “Vou ouvir Blue Velvet.” Pensou. O som não encobria o cheiro do fígado cru apodrecendo na chapa do fogão. “Quer dançar, Laura?” Não respondeu nem que sim, nem que não. “Sou o Homem Elefante.” Pensou. Voltou novamente para a geladeira e começou a contar as folhas do maço de almeirão. Quis dar um chute novamente na dieta, quando Laura interveio. “Eu caso.” Olhou por um instante a boneca inflável e constatou que suas formas tinham ganhado derme e epiderme, músculos, veias e artérias, lábios e seios de verdade. “Sou o Homem Elefante.” Disse. “Sou Laura Palmer.” Respondeu. No mesmo instante, nos maços de rúcula, agrião e almeirão, brotaram pequenas flores. O vinil, que ecoava notas como se fossem pequenas estrelas de galáxias escondidas, já não chiava mais. “É uma menina, João.” “Sou o Homem Elefante.” Disse. “Tente não ser, como eu tento não ser uma boneca de plástico.” Respondeu. Dançavam entrelaçados como dois cavalos marinhos, quando as luzes do mundo resolveram se apagar. Dez horas. Toque de recolher. Lá em cima, do satélite sentinela que vigia o planeta, o programa de segurança detectava o doce vagar das notas de Blue Velvet, sem nunca cogitar o bife de fígado que apodrecia cru em cima da chapa do fogão.
Escrito por Nelson Alexandre às 13h52
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COMO UM CLARÃO A fé invade meu corpo como um rio bravo. Já não temo a morte desta viagem. Estou armado de uma esperança que triturou minhas antigas Interrogações. Meu verbo agora é livre. Conduzo meu barco num lago manso, mas aviso qua ainda não é o fim. É o começo de algo novo, lindo. As flechas venenosas atravessaram meu corpo, mas eu as venci. Passei pelo inferno particular e já não o temo. A noite de amargura se foi, dou bom dia ao clarão que queima minha pele. Guardo meu coração dentro de um antigo luto, que agora canta e explode como enormes fogos de artifício decorando o céu. Possuo virtude e uma espada que não é a arma da morte. Vou caminhando sobre pedras, olhando sempre em frente, conduzindo meus passos para algo gigantesco, amornando o meu corpo e livrando a minha alma. As horas maravilhosas da redenção já não são medidas pelo relógio. Sou livre como o ar.
Escrito por Nelson Alexandre às 20h11
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MAS NÃO É À GASOLINA? Não me lembro exatamente como a conheci. Só sei que “July” tinha uma verdadeira fascinação por filmes de terror. Se ela não tivesse feito uma crítica tão cativante e revolucionária em relação ao clássico Massacre da serra elétrica, eu não teria notado sua existência. July adorava a sonoridade dos nomes norte-americanos. Sempre ficava fascinada quando pronunciavam “July” ao invés de Julieta de Souza, seu verdadeiro e “maldito” nome, como ela vivia dizendo. July era uma garota bonita. Tinha longos cabelos castanhos que destacavam um par de olhos amendoados e lânguidos. Sua beleza sempre era ofuscada por sua eventual falta de paciência com relação à opinião dos outros, principalmente, se o assunto era relacionado aos filmes de terror. Por isso, a garota não tinha muita companhia. Até mesmo os caras mais “malucos” da universidade de Space City pareciam boicotar a bela July. “Quero que esses idiotas se fodam. Nunca estiveram interessados no que eu sou realmente. Só querem me comer. Só isso.” Reclamava pra mim. “Você não é um cara feio, por que não tem namorada?” Perguntou. “Acho que sofremos do mesmo problema, elas também só querem me comer.” July ficava linda quando liberava aquele sorriso angelical e cheio de uma originalidade “cult”. Parecia uma garotinha fascinada por uma ligeira fuga do berço de ouro que provavelmente ela tinha nascido. Já estava beirando os trinta. Uma Balzaquiana cheia de tatuagens e piercings. Madonna perdida num quadro de Bosch a olhar as estrelas sangrentas do seu céu de fantasia e horrores. Certa noite nos encontramos ocasionalmente no “Tribo’s”, um bar de rock'n roll. Eu já estava pra lá das colinas da sobriedade, debruçado sobre o balcão, meditando sobre coisa nenhuma em hora inexistente. “Um filho da puta acabou de passar a mão na minha bunda!” Disse, jogando a bolsa perto da minha cabeça. Sugeri que ela chamasse um dos seguranças. Dito e feito. Nem cinco minutos depois, o “mão boba” estava sendo arrastado por um “simpático” grandalhão vestido com terno e gravata. Sentou-se novamente ao meu lado e ficamos bebendo até que a grana dela tivesse perto de chegar ao fim. “Gosto da coloração do sol ao nascer. Parece que tudo se resume a esse tom vermelho-alaranjado. Tobe Hooper deve ter se inspirado nessa coloração ao concluir as cenas finais de Massacre, não acha?” Perguntou, segurando um Marlboro aceso entre os dedos. “Talvez seja isso ou talvez não seja absolutamente nada. Vai saber? Eu só sei que a protagonista do filme passou por uma experiência que, no mínimo, pode ser chamada de Sado-claustrofobia-de-choque, acredito.” Respondi, com um olhar de cachorro bêbado e morrendo de vontade de beijar aquela boquinha bem desenhada. Mas naquela noite, nós apenas ficamos especulando sobre todos os tipos de bizarrices e empreitadas cinematográficas. Dos clássicos como: Assim caminha a humanidade, até produções de catalogação B, que jamais alguém irá encontrar em qualquer locadora de Space City. Depois daquela noite, fiquei um bom tempo sem encontrá-la, imaginando apenas a cena onírica de nós dois num enorme cinema vazio, tentando convencê-la a assistir A Rosa Púrpura do Cairo ao invés de nos metermos nos confins da selva amazônica pra encarar Cannibal Holocaust. Eu pegaria em sua mão e tentaria dar uma de místico picareta, obcecado em decifrar os mistérios da linha da vida ou as sendas rudes das patologias ainda não diagnosticadas que sobreviviam entre seu cerebelo e a medula espinhal. Ela me diria que eu era um cavalheiro em tempos de barbárie tecnológica. Um romântico estigmatizado por uma sensível inadequação temporal. Um ser cronologicamente deslocado de sua origem. “Sabe, que com você eu até sinto vontade de abrir minhas pernas? Imagino que você não seria rápido e rude, seria?” Não houve tempo pra minha resposta, quando voltei pra realidade fria e pegajosa, ela terminava de mastigar um bom pão de queijo e bebia uma coca-cola, chupando pacientemente um canudinho, escorada no balcão de uma das lanchonetes da universidade de Space City. De longe, levantou a coca pro ar como se quisesse me dizer: “Vem aqui, me sinto tão sozinha e desamparada nesse mundinho de merda.” Então, fui. Nos sentamos e ela pediu outra coca e outro pão de queijo. Bebi da coca. Comi do pão de queijo. Aquilo era o meu sangue e o meu corpo. Nossos pés se entrelaçaram por um instante. Minhas mãos suavam sangue. Senti meu coração ser dilacerado pela Serra animalesca de Leatherface. Eu, definitivamente, estava ferrado e apaixonado. Ela segurou minhas mãos e mostrou seus pulsos. Lá estavam dois sulcos profundos, dois inquilinos da morte que já haviam se mudado, mas que também haviam deixado algo pra ser lembrado durante o resto da existência. Fiquei espantado e com vergonha de perguntar sobre aquilo. Ela mesma narrou sua autobiografia: “A primeira vez que tentei o suicídio foi quando minha mãe morreu. Eu devia ter uns quatorze ou quinze anos. Meu pai não demorou muito pra arrumar outra mulher, uma vaca loira que só estava interessada nas lojas de maquinários agrícolas dele . A vaca não entende bulhufas sobre peças de colheitadeiras ou componentes químicos pra lavoura, mas é doutora em escolher jóias finas e perfumes importados, além de ser uma sádica que retirou todos os porta-retratos com fotos da minha mãe, lá da sala de casa.” July soltava algumas pequenas e pegajosas lágrimas que molharam o meu pulso. Paguei a conta e a segurei pela mão. Tive vontade de beijá-la, de confortá-la de seu invólucro nostálgico de dor. Mas me acovardei. Eu só ouvia aquela frase dentro da minha cabeça: “Eles não querem saber quem eu sou realmente. Só querem me comer.” Ela percebeu meu olhar de agonia. Percebeu como aquele indivíduo estava preso, como que grudado numa indefinição de atacar ou não atacar. Você é um covarde, Wilson. Um tremendo de um galho seco em meio a um campo cheio de margaridas selvagens pendendo contra o vento. Livres. Insinuantes. Mas você, não. Você é apenas a matéria morta de algo que já foi um imponente cedro que transpassava as nuvens. July tinha os olhos cheios d'água. A boca cheia de verdades particulares. “Quer fazer amor comigo?” Metralhou. Fiquei olhando seu rosto, sua insinuante e angelical forma de sedução que a égide de uma inocência revisitada revelava-me naquele instante. “É o que eu mais quero.” Então, quando dei por mim, estávamos no quarto dela. Um quarto decorado em todas as paredes por pôsters de lendárias figuras do cinema de horror. Monstros psicóticos. Mocinhas indefesas. Um mundo cheio de imaginação e originalidade que ficou pra trás com a fragmentação da cápsula espacial que foi o século XX. July segurou meu rosto com as duas mãos, olhando fixamente bem lá no fundo dos meus olhos. “Eu jamais estaria me entregando agora se eu realmente não achasse que você não é alguém especial pra mim, pode ter certeza disso.” “Vou dar o melhor de mim, July.” Aquela tarde foi um idílio em meio a um submundo plutônico. Amei. Chorei. Ri. Me droguei. Naquele quarto, rescindi todos os antigos vínculos com o mundinho de merda que estava à distância mínima de uma parede. Marcamos nova aventura para o outro dia. Naquela noite, mal consegui pregar o olho. Eu devia estar lá às 9 da manhã. Foi o que fiz. Esperei como de combinado, numa panificadora em frente ao “palacete” onde July morava. Vi um Audi A4 sair do “palacete” com duas pessoas ocupando os bancos da frente. Jóia. Era só ir até lá, apertar o interfone e esperar que os portões do paraíso se abrissem pra mim como se por um toque de mágica. E foi exatamente assim que as coisas aconteceram. July estava feminina. Linda. Embalada numa atraente camisola negra com bordados trabalhados na maioria de toda a extensão do tecido. Nem parecia aquela “garotinha” invocada da universidade. Beijei seus lábios com extremo amor. Estava praticamente andando nas nuvens, quando, num chute potente e raivoso, vi a figura de três monstros entrando pela porta do nosso cafofo de amor: O velho, a perua loira, e um cara do tamanho de um guindaste. “Quem é o vagabundo?” O velho perguntou pra ela. “Não é da sua conta!” Ouvi o estalido de um tapa e o estrondo do corpo de July ao cair no chão do quarto. Nem houve tempo d’eu tentar reagir, o grandalhão me deu uma poderosa chave de braço e meteu minha cabeça duas vezes na parede. O sangue começou a manchar o tapete que eu já havia manchado com esperma. “Eu e o seu pai monitoramos toda a putaria dos dois na tarde de ontem. Além disso, confiscamos toda a sua “droguinha”. Pra quem disse que já estava recuperada, você me saiu uma tremenda de uma mentirosa.” Disse a loira, retirando da parede um quadro com a figura do Monstro da Lagoa Negra, onde estava escondida uma pequena câmera, daquelas de monitoramento interno de supermercados. “O qu'eu faço com o pilantra, seu Oswaldo?” O grandalhão perguntou, apertando meu pescoço com mais força. “O procedimento de sempre, Jaburu, o procedimento de sempre.” O cara me arrastou até a garagem do “palacete”. Lá, desferiu umas boas lambadas. Em seguida, me enfiou dentro do porta-malas de um Opala 1972, tipo do antigo Dops, manja? Seguimos viagem. Chegamos numa “quebrada”, em plena zona rural. Vacas. Vespas. O idílio transformara-se numa sessão da meia-noite. Só lembro de ter sido acordado por um velho que conduzia uma carroça puxada por um cavalo doente e magro. Levantou minha carcaça da lavoura de soja e me colocou em cima da carroça. Apaguei novamente e acordei na ala de emergência do hospital metropolitano de Space City. Ouvia somente o comentário dos enfermeiros e do médico de plantão. “costelas quebradas, escoriações em grande parte do corpo, mas nenhum tipo de traumatismo craniano, é, ele vai sobreviver.” Levei alguns meses me recuperando. Fiquei dentro de casa tempo suficiente pra crescer uma grande barba e gestar um ódio amargo e solitário, sem saber o que teria acontecido com July. Só me lembrava do tal Jaburu falando: “Se contar pra polícia, eu volto pra terminar o serviço, ouviu, molecão?” Quando finalmente as feridas estavam curadas, é que dei as caras para o mundo novamente. Numa tarde perdida de agosto, tive a idéia de ficar de campana, observando a entrada e saída dos funcionários de uma das lojas de equipamentos agrícolas do pai de July. Fiquei semanas observando seus passos. Então, em meados de setembro, vestido elegantemente com um terno preto e uma camisa de algodão branca esperei que todos os funcionários da loja fossem embora e observei que o Audi A4 era o único carro no estacionamento da loja. Entrei sem que ninguém me visse. A loja era maior do que uma igreja pentecostal. Fui até uma sessão de moto-serra e escolhi a de maior potência. O velho estava em seu escritório, quando o surpreendi. Ao me ver, abriu uma gaveta. Mas o que ele procurava, com certeza, naquele dia, não estava lá. Puxei a corda de ignição da moto-serra e retirei do bolso uma fantasmagórica máscara feita da pele do rosto da vaca loira, vestindo o meu com aquela ensangüentada máscara de couro “humano”. “Eu sempre disse pra todo mundo, velho, que a serra não é elétrica, é à gasolina, entendeu? À gasolina.” Não dei tempo pro velho levantar da cadeira. Retalhei-o da cabeça até as partes pudendas. Terminado o serviço, sentei numa cadeira e fiquei lá até ver despontar os primeiros raios de sol, naquela tonalidade vermelho-alaranjado. Pensei em July. E sobre o efeito poético do meu curta-metragem, puxei novamente a corda de ignição, fazendo o motor uivar sobre minha cabeça em circunferências dominadas pela paixão. Vruuumm... Vruuummm... Vruuummm...
Escrito por Nelson Alexandre às 02h57
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Segundona à noite fui conferir o Rockingá a convite dos amigos Rafael Souza, Paulo Agostinho e Gustavo (Kurt Cobain). Encontrei alguns amigos que já não via há muito tempo, como o Flávio e o Rafão. Me senti bem, como se tivesse voltado no tempo do Tribo's Bar na Avenida Cidade de Leiria. Às vezes achamos que as pessoas não se lembram mais da gente, mas lembram sim. valeu camaradas. Nesse post, algumas fotos da noite, um poema muito fodido do escritor Márcio Américo, e a divulgação da JIOP, coordenada pelo professor Marciano Lopes. ah... todos os créditos das fotos e do texto abaixo são do Jornalista Andye Iore, que eu surrupiei do seu blog Zombilly. Som na caixa!!!
Escrito por Nelson Alexandre às 11h21
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 Tiny Cables Ink  Brain Oblivion & Seus Raios Catódicos  José Ferreira & Seus Amigos  Hospital Doors  A Inimitável Fábrica de Jipes Fotos: Andye IoreO Festival Rock Independente de Maringá - Rockingá terminou na noite de ontem no Fernandes Bar, em Maringá. Foram mais cinco shows, entrevistas, filmagens, lançamento de músicas e exibição prévia de videos de bandas locais.
A curiosidade é que ontem foi o dia dos desfalques nas bandas. Três das cinco atrações tocaram com a formação modificada. E o mais bacana foi a colaboração das bandas que respeitaram o horário. O que é fundamental neste tipo de evento com vários grupos. Apresentamos um trailer do video da música "Indie D+", da Família Palim, que arrancou risos mesmo de quem já viu na internet. Já o público não foi tão numeroso quanto no primeiro dia, mas foi bem significante para uma segunda-feira com trabalho e aula.
A abertura foi com a Tiny Cables Ink com seu rock intimista. O show começou às 20h18 e eles tocaram as músicas que já são conhecidas pelos fãs, que estão disponíveis no MySpace e em breve no CD de estreia. A banda consegue admiração mesmo de quem não curte o estilo, simplesmente pela aposta em uma sonoridade lenta e que faz com o público preste atenção na apresentação.
A segunda banda foi o Brian Oblivion & Seus Raios Catódicos que começou às 21h05 e tocou somente em duo, já que o baixista estava viajando. Mesmo assim, o baterista Paulo e o guitarrista Gustavo fizeram a surf music arrancar aplausos do público. E eles registraram mais um episódio singular na carreira cheia de lendas.
Em seguida foi o José Ferreira & Seus Amigos que precisou chamar um outro baterista amigo já que o oficial não apareceu e não atendia o telefone. O show começou às 21h45 e foi mais um daqueles com performance bacana do vocalista Gabriel. O show foi bem na linha rockabilly, carregado no estilo Johnny Cash e com direito a dedo saindo sangue.
A quarta banda foi o Hospital Doors, que começou às 22h25 e ainda causa um pouco de estranheza no público pelo rock dançante. E bem entrosado. O vocalista estava mais descontraído que nos últimos shows que vi deles e fez uma performance legal. Mas o melhor foi a banda parar o show no meio para vender um CD para uma pessoa na plateia.
E fechando a noite A Inimitável Fábrica de Jipes apresentou um set inédito como trio e usando cajon. O show começou às 23h05 e as músicas ganharam uma versão mais tranquila, combinando muito bem com algumas letras que Rafael faz inspirado em poetas. Enquanto a banda tocava, a tela do bar mostrava o menu do DVD que está em fase de finalização. A banda fez um set de 50 minutos e encerrou o Rockingá com agradecimentos gerais a todos que participaram e compareceram.
Escrito por Nelson Alexandre às 11h08
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você sabe que ama alguém quando há lembranças quando insiste em vasculhar o cérebro e ele tá sempre cheio de boas imagens clips, músicas como um homem velho olhando um álbum de fotografias vejo-a caminhando pelas ruas... sozinha seu choro numa noite de chuva dizendo: eu te amo vejo um garoto impaciente brigando com o orelhão mudo o coquetel trasformado em túmulo com a ausência dela vejo um cara empunhando um ameaçador milk shake de morango sorvêndo-o como fosse blood mary dizendo obrigado vejo uma mesa posta talheres e pratos simétricamente dispostos um casal olhando pela janela do apartamento tirando fotos pra posteridade ela chorando a morte de seu cãozinho me ameaçando com frases de efeito ela entre lágrimas e dentes dizendo: sim! não sei as coisas que disse naquela noite lembro-me do vinho e do banquete dela recusando shusi e rindo da minha decepção ela caminhando sobre o caos atirando rosas ao toureiro bêbado vejo esta garota no mar de Natal seus olhos pedindo socorro em meio a tormenta vejo esta menina descobrindo prazeres nas ondas da ilha do mel lançando-me lingeries como salva-vidas há sempre música em sua passagem há sempre fogo em sua fala gosto de seus segredos das caras do jeito com ela se transforma em menina e chora ela tá por toda parte nas lojas de departamentos eu esperando horas pela decisão que não vem pelo enésimo sapato recusado ela caminhando com autoridade nos supermercados eu no acostamento com o carrinho abarrotado ela tá sempre por aqui em sua ausência a casa fica mutilada um soldado sem uma perna gosto de vê-la chegar som de cavalos sobre uma plantação de morango o tropel em minha cabeça ela apoiando-se em meus pés pro abraço infinito gosto de vê-la aninhada sob as cobertas brigando por causa do ventilador ruidoso gosto de vê-la movendo-se falando ela retalha meu texto, cauteriza meus excessos ela tá sempre por aqui na linha que acabo de escrever no telefone em silêncio shushi, sinatra, i will survive, tarantino, cães, amigas, sapatos, brincos, cremes, paciência spider tudo me leva sempre ao mesmo lugar ao mesmo nome Renata, Renata, Renata, "lovin' you is the one thing I'll never regret."
Escrito por Nelson Alexandre às 11h04
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PARTICIPEM DA 1ª JORNADA INTERARTES OUTRAS PALAVRAS! CINEMA - TEATRO - MÚSICA - LITERATURA - ARTES PLÁSTICAS - MINICURSOS - PALESTRAS - DEBATES - LIVROS
Dias 14 e 21 de novembro na UEM Mais um evento do Departamento de Letras e do Projeto Outras Palavras
INSCRIÇÕES ABERTAS
A INSCRIÇÃO DÁ DIREITO À: CERTIFICADO DE 30 HORAS + LIVRO COM TEXTOS DA 1a JIOP
1ª JIOP coordenação: Marciano Lopes (UEM) - Alexandre Flory (UEM) - Pedro Ochôa (UEM) Vera Lighia Fernandes (UEM) - Thays Pretti (Cesumar) VEJA A PROGRAMAÇÃO E DEMAIS INFORMAÇÕES NO BLOG DO PROJETO OUTRAS PALAVRAS: http://outraspalavras.arteblog.com.br/
Escrito por Nelson Alexandre às 11h01
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O Poeta e professor Marciano Lopes é um sujeito que vem batalhando na divulgação e organização de eventos culturais na cidade de maringá. A pouco tempo vem mantendo dois blogs no mundo virtual divulgando muitos artistas do paraná e também de fora do estado. Poucos leitores conheciam o meu trabalho literário, tenho muito a agradecer pelo empenho e boa vontade desse professor que sempre está divulgando meus poemas e contos em seus respectivos blogs que estão linkados aí ao lado. Essa galera aí das fotos é uma seara de poetas muito jovens e talentosos. Foi muito bacana ter participado desse evento junto com eles. Eu também preciso agradecer ao Alexandre Gaioto por ter publicado uma entrevista que ele fez comigo nas dependências da UEM. Quem quiser dar uma olhada digite no google youtube Nelson Alexandre, que aparecerá a entrevista postada pela Agência Megafone. No blog Outras palavras, (linkado ao lado) quem quiser ouvir dois poemas meus, também pode se arriscar.
Escrito por Nelson Alexandre às 09h30
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