COMO UM CLARÃO A fé invade meu corpo como um rio bravo. Já não temo a morte desta viagem. Estou armado de uma esperança que triturou minhas antigas Interrogações. Meu verbo agora é livre. Conduzo meu barco num lago manso, mas aviso qua ainda não é o fim. É o começo de algo novo, lindo. As flechas venenosas atravessaram meu corpo, mas eu as venci. Passei pelo inferno particular e já não o temo. A noite de amargura se foi, dou bom dia ao clarão que queima minha pele. Guardo meu coração dentro de um antigo luto, que agora canta e explode como enormes fogos de artifício decorando o céu. Possuo virtude e uma espada que não é a arma da morte. Vou caminhando sobre pedras, olhando sempre em frente, conduzindo meus passos para algo gigantesco, amornando o meu corpo e livrando a minha alma. As horas maravilhosas da redenção já não são medidas pelo relógio. Sou livre como o ar.
Escrito por Nelson Alexandre às 20h11
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|